quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Rain, it's just like a person…

Bem, apesar de um bom tempo no silêncio, estou de volta. Claro que com mais um tópico triste para lhes revelar. Ai ai, essa cidade fria e chuvosa que vivo, posso dizer que as vezes me dá vontade de fugir daqui, ir para um lugar quente, mas consideravelmente úmido e amigável.

E com toda essa chuva eu lembrei de várias coisas, coisas que não me fizeram muito bem, para ser sincera. Porém todo mal vem para um bem.. Até hoje, não sei o que isso quer dizer kkkkkk’, mas elas me fizeram pensar, refletir sobre tópicos que antes eu me recusava a, ao menos, tentar entender ou lembrar. E eis o que eu consegui descobrir com as chuvas…

Elas não são, apenas, a manifestação um fenômeno natural para gerar água e vida, mas também tem toda uma própria vida, ou pelo menos mostra entender muito dos sentimentos humanos ou algo assim, não sei explicar e não sei ao certo nem o por que que to escrevendo isso, mas sinto como se eu tivesse que escrever e tornar público esse meu pensamento e reflexão. Sabe quando tudo tá perfeito, que parece que tu renasceu, acabou de superar o que julgava insuperável e tá aquele dia lindo de sol, céu azul e tudo mais? Sabe quando o céu tá meio estranho? Mais pra lá do que pra cá? Fazendo que vai chover, que vai ter sol? Não se parece muito com a gente? Quando estamos na dúvida de se aquele garoto tá afim ou não? Ou quando estamos na dúvida de ‘nossa, será que ela vai terminar comigo por causa daquela besteirinha?!’ ? Não parece a nossa confusão, sobre qualquer assunto, não necessariamente amorosos? Sabe quando tá aquela tempestade, que parece que o mundo vai cair nas nossas cabeças, mas só a água mesmo, sem nenhum desmoronamento de morros ou qualquer tipo de acidentes assim? Quando o tempo tá assim, não parece quando estamos com o maior peso do mundo nas costas ou quando nos sentimos assim e, simplesmente, temos que colocar tudo pra fora com lagrimas de dor e desesperança? Ou até mesmo quando ele, o tempo, está destrutivo e derrubando árvores, morros, tudo o que vê na frente frágil o bastante para ser posto abaixo naquele momento de fúria? Já levou um fora? Mas não um fora qualquer, aquele que tu não vê chegando, que não tinha o por que chegar, e simplesmente te derruba? E tu passa dias chorando sem saber o que fazer, aonde errou e a pessoa que te dispensou, simplesmente, não sabe dizer aonde tu errou, o por que que está fazendo aquilo? Ou se nunca levou um fora, já foi culpado por algo que não fez? Se não para essa hipótese também, já perdeu alguém? Amigo, namorado, esposo, mãe, pai, pessoas em geral? Qual foi a sensação? De que algo lhe faltava? De que nada ia ser igual? De que, por mais errado que fosse, tu se achava o culpado por ter feito n coisas pra essa pessoa e nunca mais terá a chance? Aqui não falo de morte, falo de perdas em geral, separações que não foram desejadas.

Bem, nem sempre os climas correspondem ao que tu sente, mas comigo, as vezes, parece que é assim. Quem nunca ficou chateado por que aquele dia de calor ou frio que é perfeito pra passar o tempo fazendo ou só estando com alguém era no meio da semana? Ou a pessoa não estava perto? Ou ela se perdeu no caminho? E quem nunca recebeu uma péssima noticia com o clima que mais gosta? E tudo pareceu que ficou feio, nebuloso, você perde o chão, não sabe a quem recorrer, tem medo de recorrer alguém por que a pessoa pode te deixar na mão, e todas essas inseguranças se tornam num leque de turbulências na sua cabeça, coração, em todo o seu ‘eu’. E, a partir dai, não há mais nada para fazer ou dizer…única coisa que lhe resta é chorar, ficar revoltado por não saber o por que que aquilo tinha que lhe acontecer ou a alguém que tu ame muito, e surge aquele turbilhão de sentimentos que tu não consegue deter… Cada pessoa o manifesta duma maneira diferente, alguns choram sem parar, outros querem destruir tudo, outros aceitam logo de uma vez mas só para não ter que pensar mais nisso e outros poucos, como eu, chora, tem a vontade de destruir tudo, mas a única coisa da qual nem se quer passa na cabeça é aceitar e esquecer isso de uma vez.

E com tudo isso, eu pude reparar que somos todos uma manifestação de fenômenos naturais que geram vida, a vivem, a destroem, a complicam, a simplificam, a acelera e a desacelera. No final das contas, somos apenas bebês que ainda estão aprendendo a andar com as nossas próprias pernas, caímos, as vezes nos machucamos, mas só depende de nós mesmos para levantar e continuar tentando…

“Carry on my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry no more” ( Kansas – Carry on my wayward son)

Espero que tenham, no mínimo, conseguido ler até o fim ;x'

That’s all folks ! ‘till next time ! ;*

Um comentário:

  1. como eu, chora, tem a vontade de destruir tudo, mas a única coisa da qual nem se quer passa na cabeça é aceitar e esquecer isso de uma vez. +1
    ADOREI ESSE POST JADI *-*
    beijos, Lu :*

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